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Quando o pagamento chega em aplausos (e só aplausos)

Posted On sexta-feira, 29 de novembro de 2024




Viver da arte é um sonho bonito, não é? Mas, em Cabo Verde, o desafio muitas vezes é transformar o talento em sustento. Já ouviu a frase “o teu trabalho é incrível!” seguida de um caloroso aplauso? Pois é, esses momentos enchem o coração, mas não pagam as contas.
Para muitos jovens criativos, a jornada artística é um equilíbrio entre paixão e realidade. É incrível ganhar fãs e ser reconhecido, mas a pergunta inevitável surge: como monetizar o talento sem perder a essência? A resposta não é fácil, mas começa com uma boa dose de coragem e estratégia.

Primeiro, valorize o seu trabalho. O talento e o tempo têm um preço – e não tenha medo de comunicá-lo. Depois, invista em formas criativas de gerar renda: workshops, venda de peças únicas, shows ou até mesmo parcerias com marcas locais. E, claro, nunca subestime o poder das redes sociais para expandir o alcance e atrair clientes que realmente apreciam a sua arte.

Os aplausos são incríveis, mas o objetivo é ouvir também o som de uma transferência bancária. Dja kai? Afinal, viver da arte é possível, desde que seja com equilíbrio entre amor pela criação e uma boa estratégia financeira.

Dá para viver de arte?

Posted On quarta-feira, 20 de novembro de 2024




Sonhar em viver da arte é um desejo de muitos em Cabo Verde. Mas, enquanto a inspiração é abundante, as contas chegam pontualmente, lembrando-nos que a realidade nem sempre acompanha o sonho. E assim surge a pergunta: dá mesmo para viver de arte? Se os nossos ancestrais pudessem responder, talvez dissessem: “Sim, mas com um pouco de engenho!”
Construir uma carreira artística sustentável exige mais do que talento – pede estratégia. Uma boa forma de começar é diversificar as fontes de rendimento. Que tal oferecer oficinas ou aulas? Além de partilhar conhecimento, consegue uma renda extra. E, se tem habilidades digitais, explore o mundo online: ilustrações, designs e até músicas podem ser vendidos em plataformas digitais, chegando a públicos além-mar.

Outro conselho é investir no seu nome, construindo uma rede sólida. Em Cabo Verde, o boca-a-boca é forte, e parcerias com outros artistas ou profissionais podem abrir portas.

E, claro, lembre-se que viver de arte é uma construção. Cada projeto, cada venda, é um passo rumo a uma carreira mais sólida. Afinal, como dizem, “devagar se vai ao longe” – e quem cria com paixão, transforma cada dificuldade em oportunidade.

Multitarefa criativa: quando ser criativo é acumular funções

Posted On terça-feira, 19 de novembro de 2024




Fotógrafo, editor, modelo... ou só falta o lanche? Brincamos com a “polivalência” dos jovens criativos, que, em muitos projetos, acabam a desempenhar múltiplas funções, quase como super-heróis do mundo artístico. Seja pela necessidade de poupar recursos ou pela paixão de ver a ideia ganhar vida, muitos jovens hoje fazem de tudo um pouco para que seus projetos avancem. Essa habilidade multifuncional, porém, pode ser exaustiva. Imagine gerir câmaras, fazer a edição e ainda aparecer no resultado final! Nesta rotina acelerada, optimizar o tempo e a energia torna-se essencial para não sacrificar a qualidade nem o bem-estar. Em dias em que tudo parece acumular-se, é crucial saber priorizar e organizar o fluxo de trabalho. Planeamento prévio, utilização de ferramentas que agilizem as tarefas e saber dizer "não" ao que foge do essencial são algumas dicas para manter o equilíbrio. E claro, reservar um tempo para aquele merecido "lanche" – um momento para respirar e renovar as energias.

Quando a poesia da máquina emociona mais que o teu amigo poeta

Posted On segunda-feira, 18 de novembro de 2024




Recentemente, um estudo publicado na revista 'Scientific Reports' revelou que a poesia gerada por inteligência artificial (IA) é indistinguível da escrita por humanos e, surpreendentemente, muitas vezes é até mais apreciada. Participantes avaliaram versos sem saber se eram de autores reais ou de IA, e muitos preferiram os criados por máquinas.
Esta descoberta levanta questões interessantes sobre a criatividade e a arte. Se uma máquina pode criar poesia que nos toca profundamente, o que isso significa para os poetas e artistas humanos? Será que a tecnologia está a redefinir o que consideramos arte?

Para os amantes da literatura em Cabo Verde, esta é uma oportunidade de explorar novas formas de expressão e refletir sobre o papel da tecnologia na arte. Afinal, se até os computadores podem criar versos que nos emocionam, talvez seja hora de repensarmos o que significa ser criativo no mundo moderno.

Claro, poesia de IA pode emocionar, mas nunca substituirá a singularidade do toque humano. A arte é sobre experiências, sentimentos e perspectivas únicas – e isso, nenhuma máquina pode imitar de verdade. Os novos poetas têm algo que a inteligência artificial nunca terá: vivências, histórias próprias e a capacidade de criar com imperfeições genuínas.

Designer em Cabo Verde: O cliente pediu algo 'simples'

Posted On domingo, 17 de novembro de 2024

Quem trabalha com criatividade já sabe: pedidos de última hora são praticamente uma “regra não escrita” do jogo. Em Cabo Verde, já tivemos todos aquele cliente que, de repente, lembra-se do projeto no último segundo e pede aquele “milagre” de urgência. A verdade é que, entre o improviso e o (leve) desespero, é possível sim criar algo incrível – desde que saibamos manter a cabeça no lugar.

Designer em Cabo Verde O cliente pediu algo 'simples'


Para lidar com esses pedidos relâmpago, a primeira dica é: respire fundo e organize. Estabeleça rapidamente as prioridades do projeto, foque no essencial e deixe os detalhes mais refinados para depois, caso sobre tempo. Lembre-se de definir expectativas claras com o cliente – não hesite em explicar que a pressa pode exigir ajustes no resultado final, mas que fará o possível para manter a qualidade.

Outra técnica que ajuda é ter um “kit de emergência” criativo: aqueles recursos, templates ou ideias já preparados que podem salvar o dia. E não se esqueça de fazer pausas rápidas para arejar a mente – é nas pausas que as boas ideias costumam surgir.

Improvisar, no fundo, é uma arte, e os verdadeiros artistas sabem encontrar equilíbrio entre o tempo curto e a qualidade. Afinal, quem cria, transforma o desafio em oportunidade.

Ser criativo é dizer que é artista ou só tá na moda?

Posted On sábado, 16 de novembro de 2024

Hoje em dia, dizer que é artista parece estar na moda – e que bom que a criatividade anda a ser celebrada, nera. Mas, em Cabo Verde, ser criativo vai além do rótulo. Não se trata de entrar numa “onda” passageira, mas de abraçar o que realmente nos diferencia e viver a arte com autenticidade.

Ser artista é moda?


Assumir-se como artista é, muitas vezes, um desafio. Ficamos a pensar: “Será que o meu trabalho é bom o suficiente?” ou “Estarei apenas a seguir uma tendência?” A verdade é que ser artista não é um título para se dizer de boca cheia; é um compromisso com a sua própria visão e talento, independentemente do que está “in” ou “out”.

Criar com autenticidade é o que nos faz destacar, é o que nos leva a inspirar os outros e, mais importante, a nos sentirmos realizados. A dica? Em vez de seguir o que está na moda, siga o que ressoa dentro de si. O estilo que é só seu, a visão única que traz para o Mundo – isso sim, é ser artista.

Então, da próxima vez que duvidar, lembre-se: a moda passa, mas a autenticidade fica. Seja o artista que já é – e não o que o mundo espera.

Criticar é fácil... mas e na hora de criar?

Posted On sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Se há algo que qualquer criador conhece bem, é a crítica. Em Cabo Verde, o que não falta é gente com opinião na ponta da língua – mas será que é tão simples assim criar algo do zero? Quando alguém diz “eu faria diferente” ou “não gostei muito”, lembramo-nos de que criticar é fácil... mas criar, ah, isso é outra conversa!

Criticar é fácil


Receber críticas faz parte do processo, mas a chave é saber filtrar o que realmente ajuda. Um bom feedback é aquele que aponta caminhos e dá sugestões construtivas, ajudando-nos a melhorar sem destruir a nossa motivação. Portanto, quando a crítica for válida, tente vê-la como uma oportunidade de crescimento. Pergunte-se: “O que posso aprender com isto?”

Agora, e quanto às críticas menos simpáticas? Essas, muitas vezes, dizem mais sobre quem critica do que sobre o nosso trabalho. Nessas horas, é essencial manter o foco e lembrar por que começou o projeto. A paixão e o esforço que colocou na criação valem mais do que qualquer comentário mal-intencionado.

Afinal, criar é uma coragem que nem todos têm. Continue a fazer o que ama, e lembre-se: quem tem a ousadia de criar já está um passo à frente.

Paga depois: O famoso 'eu dou-te uma força'

Posted On quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Quantas vezes já ouvimos aquela promessa: “Faz isso para mim e eu dou-te uma força depois”? Para os jovens artistas de Cabo Verde, este “apoio” parece ser uma promessa constante, mas, na prática, o que queremos é simples – o pagamento justo pelo talento e esforço investidos.

Paga depois


A verdade é que, por mais que gostemos do que fazemos, talento não é sinónimo de trabalho grátis. E embora o apoio e reconhecimento sejam bem-vindos, o justo seria ver esse reconhecimento refletido na remuneração. Como evitar cair nestas promessas vazias?

Primeiro, defina os seus valores e seja firme com eles. Tenha um preço fixo para os seus serviços, algo que reflicta o seu esforço e conhecimento. Seja transparente: explique que a qualidade do trabalho tem um custo, e que investir na sua arte também é valorizar a criatividade local.

Outra dica importante é criar contratos claros, mesmo para pequenos projetos. Assim, ambas as partes entendem os termos e o compromisso. E, claro, lembre-se que o seu talento é único – não deixe que promessas de “apoio” substituam o pagamento.

Afinal, a verdadeira “força” que os artistas precisam é uma comunidade que respeita e valoriza o seu trabalho.

Tempo é dinheiro, mas a arte não tem horário

Posted On quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Para quem vive da criatividade, sabe que ela não marca hora. Quantas vezes a inspiração surge quando menos se espera – de madrugada, durante uma conversa ou até no meio de uma refeição? Mas, enquanto a arte não obedece ao relógio, nós precisamos aprender a equilibrar os momentos de criação com a vida pessoal.

Tempo é dinheiro


Uma das dicas para gerir melhor o tempo é criar uma rotina que, mesmo flexível, tenha espaço para o descanso. Isso significa reservar blocos de tempo para a criação, mas também respeitar as horas para si e para quem ama. Outra estratégia é ter um “diário de ideias”: sempre que uma ideia surge fora de hora, anote-a para desenvolvê-la depois. Assim, a inspiração fica guardada e não interrompe os momentos de lazer ou descanso.

Outra dica? Aprender a desligar-se dos dispositivos. Sabemos que, para muitos artistas, o telemóvel e o computador são essenciais, mas definir limites de uso ajuda a evitar que o trabalho invada todos os momentos.

Lembre-se: a arte floresce quando estamos bem, equilibrados e descansados. E por mais que a inspiração não tenha horário, quem cria merece tempo para viver – afinal, a arte reflete a vida.

Arte para vender ou vender a arte?

Posted On terça-feira, 12 de novembro de 2024

Quem trabalha com criatividade em Cabo Verde sabe: o talento e a paixão estão sempre ali, mas será que o valor é justo? Muitas vezes, quem cria fica na dúvida – cobrar pelo trabalho ou deixá-lo sair a preço de “amizade”? É hora de refletir sobre como valorizar cada pincelada, cada linha, cada inspiração.

Arte para vender


Valorizarmos a nossa arte começa com a perceção do seu verdadeiro valor. Não se trata apenas do tempo que levamos, mas do nosso investimento pessoal, do nosso estudo, da dedicação. O primeiro passo? Definir um preço que cubra os custos, sim, mas também que reflicta a essência do trabalho. Uma dica valiosa é pesquisar o mercado: quanto outros artistas locais estão a cobrar? Quais os valores que fazem sentido no contexto de Cabo Verde?


E lembre-se: negociar não é dar de graça. É mostrar ao cliente que a sua arte é única, feita com propósito e qualidade. Outra estratégia? Oferecer pacotes que possam atrair diferentes públicos, mas sem comprometer a rentabilidade.

Portanto, da próxima vez que lhe perguntarem o preço, esteja pronto. Arte é para valorizar, e vender arte é reconhecer o valor de quem a cria.
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