Quem trabalha com criatividade em Cabo Verde sabe: o talento e a paixão estão sempre ali, mas será que o valor é justo? Muitas vezes, quem cria fica na dúvida – cobrar pelo trabalho ou deixá-lo sair a preço de “amizade”? É hora de refletir sobre como valorizar cada pincelada, cada linha, cada inspiração.
Valorizarmos a nossa arte começa com a perceção do seu verdadeiro valor. Não se trata apenas do tempo que levamos, mas do nosso investimento pessoal, do nosso estudo, da dedicação. O primeiro passo? Definir um preço que cubra os custos, sim, mas também que reflicta a essência do trabalho. Uma dica valiosa é pesquisar o mercado: quanto outros artistas locais estão a cobrar? Quais os valores que fazem sentido no contexto de Cabo Verde?
E lembre-se: negociar não é dar de graça. É mostrar ao cliente que a sua arte é única, feita com propósito e qualidade. Outra estratégia? Oferecer pacotes que possam atrair diferentes públicos, mas sem comprometer a rentabilidade.
Portanto, da próxima vez que lhe perguntarem o preço, esteja pronto. Arte é para valorizar, e vender arte é reconhecer o valor de quem a cria.
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