Quantas vezes já ouvimos aquela promessa: “Faz isso para mim e eu dou-te uma força depois”? Para os jovens artistas de Cabo Verde, este “apoio” parece ser uma promessa constante, mas, na prática, o que queremos é simples – o pagamento justo pelo talento e esforço investidos.
A verdade é que, por mais que gostemos do que fazemos, talento não é sinónimo de trabalho grátis. E embora o apoio e reconhecimento sejam bem-vindos, o justo seria ver esse reconhecimento refletido na remuneração. Como evitar cair nestas promessas vazias?
Primeiro, defina os seus valores e seja firme com eles. Tenha um preço fixo para os seus serviços, algo que reflicta o seu esforço e conhecimento. Seja transparente: explique que a qualidade do trabalho tem um custo, e que investir na sua arte também é valorizar a criatividade local.
Outra dica importante é criar contratos claros, mesmo para pequenos projetos. Assim, ambas as partes entendem os termos e o compromisso. E, claro, lembre-se que o seu talento é único – não deixe que promessas de “apoio” substituam o pagamento.
Afinal, a verdadeira “força” que os artistas precisam é uma comunidade que respeita e valoriza o seu trabalho.
Nenhum comentário
Postar um comentário