Quem nunca se deparou com um autor que se acha um “génio incompreendido”? Em Cabo Verde, até nos divertimos com essa personagem que pensa que só ele decifra os mistérios da literatura, como se ler o seu livro fosse uma viagem ao mundo dos iluminados. Mas, será que a obra vale menos por causa do ego do escritor?
A verdade é que, muitas vezes, o talento e a personalidade extravagante caminham juntos. No entanto, a literatura é maior do que o seu autor. Ler um bom livro, mesmo que o autor se considere um mestre inigualável, é uma forma de apoiar a arte, de absorver histórias, ideias e experiências que enriquecem o nosso próprio mundo.
Separamos a obra da pessoa que a escreveu – e podemos até sorrir perante algumas atitudes excêntricas. Afinal, o que importa é o que o livro nos faz sentir, como nos inspira e nos desafia.
Então, da próxima vez que se deparar com um autor “incompreendido”, leia a obra com uma mente aberta. Apoiemos a literatura, celebremos os livros e deixemos os “génios” nos seus próprios mundos, enquanto desfrutamos da magia das histórias que criam.
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